Mike Shea

 

P

enso que a coisa mais importante que precisamos entender é que somos sacerdotes do Cordeiro! Quando Jesus nos salvou ele nos fez sacerdotes e a nossa adoração e intercessão move o céu. Ou seja, se adorarmos em espírito e em verdade, se procedermos conforme ele nos ensina o céu vai se mover para a Terra. A grande questão do nosso sacerdócio é se cumprimos ou não o que Deus quer de nós. Às vezes queremos uma vida tranquila, uma vida melhor em relação à família, ao trabalho etc. e não entendemos que o propósito ou objetivo da nossa salvação não é isso, mas, sim, de sermos sacerdotes.

Vemos esse plano divino por todas as Escrituras. Deus falou isso com Moisés no V.T. e Pedro e João repetiram no N.T.:

“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa.” (Êx 19.5,6)

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pd 2.9)

“...e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!” (Ap 1.6)

“...e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra.” (Ap 5.9,10)

            Assim, o cumprimento do nosso sacerdócio é essencial para a vinda do Reino! Quero falar algo que pode parecer estranho, mas submeto isso a vocês. Se você soubesse como Jesus orou por avivamento será que você faria essa mesma oração? Se houvesse uma oração que fosse “a mais estratégica do universo”, que pudesse fazer com que Deus mandasse o avivamento, você a faria? Se pudéssemos orar do mesmo jeito que Jesus orava estaríamos dispostos a fazê-lo? Pois eu lhes digo que ele nos ensinou a orar por todos os avivamentos que já aconteceram e pelo próximo que virá!

“De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos. Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; o pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia; perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve; e não nos deixes cair em tentação.” (Lc 11.1-4)

            O texto menciona que João Batista tinha discípulos e os ensinou a orar. Eu não tenho como afirmar categoricamente, mas parece-me que João os ensinou a fazer uma determinada oração que, pelo jeito deles falarem, devia ser muito importante.

Antes de Jesus entrar em cena, João e seus discípulos pregavam em cima de uma única agenda: “Arrependei-vos, pois é chegado o reino dos céus” (Mt 3.2). As pessoas se deslocavam de suas casas e cidades até os lugares desertos apenas para ouvi-los pregar essa única mensagem: “Arrependei-vos!” E o que precedeu o maior derramar de milagres da história foi esse tempo de confissão pública de pecados, de quebrantamento e arrependimento das pessoas, movidas pela pregação de João e seus discípulos:

“Ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados, conforme está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.” (Lc 3.3,4)

            Parece estranho, mas entenda o que eu vou falar: se você quer avivamento não precisa adorar e nem interceder. Vá para casa, chame sua família e confesse os seus pecados. Depois vá para a igreja e confesse seus pecados para os irmãos. Em Israel, o jeito que Deus usou para preparar o caminho para o Messias foi o arrependimento e confissão dos pecados. Então, se entendermos que estamos nos dias de preparar o caminho da volta do Senhor, já sabemos o segredo: produzir arrependimento e seus frutos – confissão, reconciliação, restituição! Aliás, restituir deve fazer parte do processo. Se alguém diz: “Ah, eu lhe roubei, mas você tem que me perdoar!” e não restituir, não resolve! Quando Jesus entrou na casa de Zaqueu, este lhe disse:

“Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais. Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão.” (Lc 19.8,9)

            Devido à esta atitude de restituição no coração de Zaqueu, Jesus disse a todos ali presentes que a salvação havia chegado àquela casa. Ou seja, antes disso não havia chegado! Foi a disposição de produzir frutos de arrependimento, de restituição, que trouxe salvação à casa de Zaqueu.

“E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito.” (Zc 12.10)

            Isso está falando da ação do Espírito Santo em quebrantar o coração do ser humano. Sem essa operação ninguém se arrepende, ninguém se transforma, ninguém é salvo. Será apenas uma “tristeza segundo o mundo”, como diz Paulo (2 Co 7.10).

Há dois tipos de tristeza. Uma, segundo a carne ou o mundo: “Ah, me flagraram!” Outra, segundo Deus, que opera arrependimento para salvação – uma tristeza que vem do coração de Deus, plantada no coração humano pelo Espírito Santo. É cair em si e voltar atrás. É estar pronto a fazer o que for necessário para acertar: confessar, reconciliar, restituir e até renunciar os próprios direitos. Esses são os verdadeiros frutos do arrependimento e eu creio que João ensinou seus discípulos a orar segundo essa palavra de Deus: “Eu vou derramar o Espírito de graça e súplicas!”

            João sabia que um dia o seu primo iria entrar em cena. Ainda no ventre de Isabel ele “deu um pulo” quando sua mãe encontrou-se com Maria, grávida de Jesus. Ele tinha a revelação de que Jesus era o Messias, sabia que ele era o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Portanto, a palavra de Zacarias 12.10 fez todo o sentido para ele: “Olharão para aquele a quem traspassaram!” Ele também sabia a palavra de Isaías 53 sobre como o Messias iria morrer. Portanto, em cima dessas revelações ele ensinou seus discípulos a orar pela obra do Espírito Santo naquela nação.

Em todo o Israel, enquanto eles oravam por isso, as multidões saiam de suas casas e iam ao encontro deles se quebrantando, confessando publicamente os seus pecados e se submetendo a um novo batismo – agora no deserto, ao ar livre, ao invés de no Templo ou na Sinagoga –, deixando todo mundo vê-los e ouvir suas confissões. No dia seguinte ao batismo de Jesus aconteceu o seguinte:

“No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus discípulos e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus! Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus.” (Jo 1.35-37)

            André e um outro que não sabemos o nome passaram a seguir Jesus. O texto não diz que eles já se tornaram seus discípulos naquele momento, mas que o seguiram. No livro de Marcos, capítulo 3, lemos que Jesus, após ter passado praticamente uma noite toda em oração diante do Pai, começou a chamar discípulos. Ora, de onde ele os chamou? Será que ele procurou um a um sem conhecê-los? Não! Ele foi prestando atenção em quem o seguia! Era comum em Israel (assim como também é hoje em dia) que as pessoas procurassem escolas rabínicas para aprenderem com eles. Jesus, como mestre rabino, começou a ensinar, a pregar, a ministrar milagres sozinho. Esse era o cenário quando ele voltou para Nazaré, entrou na sinagoga e falou a todos os que ali estavam presentes:

“Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor. Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. Todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que lhe saíam dos lábios, e perguntavam: Não é este o filho de José?” (Lc 4.17-22)

            Nesse momento ele assumiu publicamente que era o Messias: “Hoje se cumpriu a palavra que vocês acabaram de ouvir. Eu sou o Messias. As coisas que eu estou fazendo são as coisas que o Messias faz. Eu sou o cumprimento da palavra de Isaías 61: O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração...”. Quem quebrantou os corações das pessoas foi o Espírito Santo; Ele veio como o “espírito de graça e súplicas”.

            Em seguida, Jesus chamou mais 10 discípulos além dos dois que vieram de João. Na agenda de João só havia uma mensagem: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus!” A agenda de Jesus começou com essa mesma mensagem, ele andou sobre a mesma estrada que João preparou, foi uma continuação. Mas ele acrescentou: “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios...” (Mt 10.8). Ou seja, sua agenda foi além. Todas essas coisas estavam dentro de Isaías 61. O quebrantamento do coração era justamente para o “arrependei-vos” e todas as outras coisas também estavam lá: “...evangelizar os pobres ...proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos ...pôr em liberdade os oprimidos ...apregoar o ano aceitável do Senhor.”

            Sabemos que o evangelho de Lucas foi escrito de forma cronológica. Ele colocou as coisas em ordem e pesquisou muito para isso. No capítulo 9, quando Jesus chamou os doze, ficamos sabendo que João havia confrontado o governante Herodes e, por isso, foi morto por ele (Mt 14.1-12). Ou seja, João andou no mesmo manto de Elias, que confrontou Acabe e Jezabel (1 Re 18-19).

            Outra situação que lemos no mesmo capítulo foi a de um pai desesperado que procurou a ajuda de Jesus em favor de seu filho:

“E eis que, dentre a multidão, surgiu um homem, dizendo em alta voz: Mestre, suplico-te que vejas meu filho, porque é o único; um espírito se apodera dele, e, de repente, o menino grita, e o espírito o atira por terra, convulsiona-o até espumar; e dificilmente o deixa, depois de o ter quebrantado. Roguei aos teus discípulos que o expelissem, mas eles não puderam. Respondeu Jesus: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco e vos sofrerei? Traze o teu filho. Quando se ia aproximando, o demônio o atirou no chão e o convulsionou; mas Jesus repreendeu o espírito imundo, curou o menino e o entregou a seu pai.” (9.38-42)

            Jesus ministrava cura e libertação pessoalmente, mas em muitas ocasiões ele mandava seus discípulos fazerem isso. Mas, para isso, ele teve de ensiná-los como fazer, como orar. Ele não os mandou a qualquer escola, mas foi tudo na prática.

            Um adendo: a última grande referência de avivamento que temos na história moderna da igreja foi o movimento da Rua Azuza (Los Angeles, Califórnia, USA). Lá, quando uma pessoa queria aprender a ministrar cura e libertação espiritual às pessoas, observava alguém que estava fazendo isso e então repetia as mesmas coisas. Não havia uma “oração especial”, era tudo muito simples. Alguém olhava o outro fazendo e o copiava; ouvia e repetia. Uma vez que a multidão via que o poder estava também em outros, deixavam de “fazer fila” somente diante dos líderes.

            Voltando ao cenário de Lucas 9, Jesus e seus discípulos estavam ministrando à multidão, mas aquele homem chegou e disse-lhe que seus discípulos não haviam conseguido curar seu filho. Qual foi a resposta de Jesus? “Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco e vos sofrerei?” Ou seja, ele deu uma forte bronca em seus discípulos porque isso denunciou que eles não estavam cumprindo o que ele queria, a agenda que ele lhes havia ordenado. Afinal era uma ordem, e não um pedido ou sugestão! “Vocês estão comigo, estão na minha escola, são meus discípulos e devem fazer exatamente o que eu lhes mandar fazer, porque eu lhes dou autoridade para isso!” Essa história é importante porque estava em um contexto de preparação para tudo o que ainda iria acontecer.

            Chegando ao capítulo 10, lemos que Jesus acrescentou outros 70 discípulos àqueles que já estavam andando com ele:

“Depois disto, o Senhor designou outros setenta; e os enviou de dois em dois, para que o precedessem em cada cidade e lugar aonde ele estava para ir.” (Lc 10.1)

            Eu creio que muitos desses 70 eram discípulos de João Batista que passaram a seguir Jesus. Esses homens foram enviados para preceder Jesus aonde ele estava para ir, ou seja, estavam assumindo a unção de João de preparar o caminho do Messias. Eu creio que a partir desse momento os discípulos de Jesus assumiram o papel de preparar o caminho para a volta de Jesus em todas as nações! Só que nós não estamos mais na agenda de João e, sim, na agenda de Jesus: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios...”.

            Durante muitos anos eu ensinei o discipulado somente na questão do “ser” e quase nada na questão do “fazer”. E o “fazer” era mais na área social: dar, atender, contribuir, ajudar pessoas e instituições. Mas eu não me envolvia com essa parte do sobrenatural. No entanto, a verdade da Palavra é que se fomos comprados com o sangue do Cordeiro, se entendemos que somos discípulos de Jesus, a nossa agenda ou escola deve ser a mesma dele. E ele nos deu o seu Espírito para cumprirmos essa agenda! Inclusive, a continuação disso se deu em Pentecostes, quando o Espírito do Senhor que estava sobre o primeiro corpo de Cristo (Jesus) passou a habitar no segundo corpo de Cristo (igreja) para dar continuidade à agenda de Jesus, preparando o caminho para a sua volta.

            Aqueles discípulos, divididos em 41 pares, saíram e foram para várias cidades preparando o caminho de Jesus. Agora pense comigo: Qual seria a pregação deles? O arrependimento? Sim, afinal eles tinham aprendido essa mensagem com João. Mas e os discípulos de Jesus, qual mensagem tinham aprendido com ele? O sermão do Monte (Mateus 5-7)! Nós entendemos que essa foi a pregação básica de Jesus em todos os lugares aonde ele ia, porque ele estava levando, como Messias, a proposta do Reino de Deus!

             O ser humano estava vivendo naquele momento no auge do pecado. Mas, “onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rm 5.20). Jesus veio quando o pecado estava no seu ponto máximo em Israel. Roma estava lá presente com todas as suas perversões, mas entendemos que essa situação só chegou nesse ponto devido ao pecado e iniquidade da própria nação de Israel. Observamos todos os traços de Sodoma e Gomorra naqueles dias em Israel. Jesus levantou essa questão quando disse:

“Digo-vos que, naquele dia, haverá menos rigor para Sodoma do que para aquela cidade. Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom, se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido, assentadas em pano de saco e cinza. Contudo, no Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras.” (10.12-14)

            Todas as vezes que ouvimos uma menção bíblica sobre Sodoma e Gomorra depois de Gênesis, devemos ouvir como um alarme do Espírito Santo soando: “ACORDA! JÁ PASSOU DOS LIMITES!” E Jesus fez menção disso. Ele disse que se tivesse feito em Tiro e Sidom (que eram Sodoma e Gomorra) os mesmos milagres que havia feito em Corazim e Betsaida, duas cidades onde ele tinha ministrado o reino de Deus, aquelas teriam se arrependido há muito tempo! Sabe o que isso revela? Que toda vez que Deus faz um milagre Ele está fazendo um chamado, está dando uma oportunidade ao arrependimento. Se Deus efetuou algum milagre e nós não correspondemos nos nossos corações com um arrependimento profundo é porque não entendemos a mensagem!

É por isso que eu creio que essa palavra está nos preparando para um derramar do Espírito Santo que está chegando! Ele está próximo! Quando os milagres começam a acontecer precisamos ter na ponta da língua: “Arrependei-vos, pois é chegado o reino do céu!” Essa é a hora, porque se Deus opera um milagre é porque existe uma unção no ar! O Espírito Santo, que operou o milagre com poder, está pairando como “espírito de graça e súplicas”, como Aquele que gera o arrependimento. Ele vai fazer as pessoas olharem para Jesus e se quebrantarem.

Muitos podem ser curados mas não ser salvos, por isso é necessário que a mensagem da cura seja precedida pela mensagem do arrependimento. Não vamos simplesmente pular, cantar, dançar, celebrar cada milagre, mas dizer: “Esse é o momento de eu me arrepender!” O céu vai celebrar conosco não tanto pelas curas, mas por todos os que se arrependerem. Você pode ser tocado, curado, liberto, ressuscitado e não ser salvo. Por isso precisa se arrepender. Para entrar no reino tem que haver arrependimento!

Os discípulos saíram de dois em dois para muitas cidades e voltaram dizendo:

“Então, regressaram os setenta, possuídos de alegria, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome!” (10.17)

            Eles estavam muito alegres e celebrando. Antes, eles não tinham conseguido (o exemplo do pai com seu filho), mas agora eles estavam crescendo e conseguindo. Jesus, em sua sabedoria, os exortou dizendo:

“Não obstante, alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus.” (10.20)

            No entanto, ele não os repreendeu por essa atitude, e sabemos disso porque logo em seguida ele orou ao Pai:

“Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado.” (v.21)

            Jesus ficou muito feliz, mas queria que os discípulos mantivessem seu equilíbrio porque eles ainda estavam em fase de crescimento espiritual, ainda estavam aprendendo.

Com isso, chegamos ao entendimento de Lucas 11. Jesus estava orando em certo lugar e seus discípulos observando-o. Como de costume, ele passava longos períodos ministrando e depois se retirava para orar. Se fosse nós, após uma grande conferência de curas e milagres, certamente nos reuniríamos para discutir sobre tudo o que havia acontecido, mas, após todos aqueles milagres, diz o texto que Jesus se retirou para orar. No entanto, havia uma discussão entre os discípulos sobre a oração que João havia ensinado.

Eu quero submeter a vocês um conceito: creio que essa discussão foi gerada porque eles ainda não estavam conseguindo fazer igual a Jesus. Haviam melhorado, mas ainda não era igual. Portanto, a conversa era: “João nos ensinou a orar e Jesus está orando ali. Será que ele não tem algo ‘forte’ que ainda não nos ensinou? Uma oração ‘poderosa’? Porque o que João nos ensinou, funcionou! Nós vimos os mais duros de coração se quebrantarem! Saíram das suas casas, se arrependeram e confessaram seus pecados na frente de todo mundo! E sabemos que isso aconteceu por causa daquela oração que João nos ensinou!” Então eles começaram a pensar: “Vamos pedir para ele nos ensinar essa oração ‘forte’ dele!” Então, na minha tradução particular eu penso que eles disseram o seguinte: “Jesus, nos ensine a orar como o Senhor estava orando ali!”

Penso que todo aquele cenário, desde que João reconheceu Jesus como o Cordeiro até aquele momento, foi montado por Deus para que os discípulos entendessem que aquela oração que Jesus estava fazendo era a mesma que eles deveriam aprender e repetir. E eles foram lhe pedir isso:

“De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos.” (11.1)

            O que foi que Jesus lhes respondeu?

“Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; o pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia; perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve; e não nos deixes cair em tentação.” (11.2-4)

            Ou, conforme Mateus 6.9-13,

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!”

            Se você entende que o sermão do monte foi a pregação básica de Jesus, que ele a pregava de cidade em cidade, deve lembrar que essa oração do Pai Nosso está inserida no meio do sermão. É como se Jesus dissesse: “Você quer o meu Reino para sua vida, sua casa, seu trabalho, sua cidade, sua nação? Então orarei assim...”. É tão simples que ofende o humanismo atual. Eu lhe desafio, quando for evangelizar, a fazer essa oração com fé e com entendimento e o Espírito Santo virá sobre as pessoas e as atrairá para Jesus.

            Paulo disse que “o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17). Então, ao pedir o reino, estamos pedindo por toda a obra do Espírito Santo. Ele é Aquele que produz graça e súplicas, que traz os dons, que revela o que Deus quer fazer, que transforma um filho do Diabo em um filho de Deus. Estamos pedindo por essa obra do Espírito Santo ao dizer: “Venha o Teu reino!” A vontade do Senhor é que todos se arrependam (1 Tm 2.4), então: “Que seja feita a Tua vontade!

            Eu creio que o sermão que os discípulos pregavam quando iam de cidade em cidade para preparar o caminho do Senhor era o sermão do monte. Ora, nós somos discípulos e reproduzimos o que aprendemos com os nossos mestres, então, os discípulos ensinaram de cidade em cidade o que haviam aprendido de Jesus. Por que eles iriam ensinar algo diferente? Assim, todos os que saíram para pregar o fizeram usando o mesmo ensino e oração que Jesus lhes havia ensinado. Em todos os lugares por onde iam, oravam dizendo: “Pai nosso, que estás nos céus...”. Por muito tempo eu não dei valor à esta oração porque não percebia que o próprio Jesus orava assim, que essa oração era a base da sua vida de intercessão diante do Pai.

            O contexto de Lucas 11 é diferente de Mateus 6. Em Mateus, ele estava ensinando a multidão. Podemos até tentar explicar que essa era apenas uma “oração modelo”; mas, em Lucas, era a oração que ele mesmo estava fazendo como Messias diante do Pai e, depois, a ensinou aos seus discípulos. Quando entendi isso me arrependi muito, pois a julgava uma oração infantil, decorada, rezada. Mas, então, o Senhor me levou a entender que essa era a oração que o próprio Messias fazia. Uma oração que revela o coração, os mistérios, as profundezas, a missão de Jesus. Por isso, hoje eu afirmo que todo o evangelho se encontra dentro dessa oração de Jesus. Não é qualquer pessoa que está fazendo essa oração, não é qualquer pessoa que a está ensinando, mas é o próprio Filho de Deus e ele foi instruído pelo Espírito Santo como nenhum outro homem!

Israel não era uma nação que tinha inúmeras orações. Alguns dizem que Jesus foi influenciado pelo “Amidah” e “Avinu, Malkeinu” (Pai nosso, Rei nosso). Talvez elas até possam tê-lo inspirado de algum modo e durante um certo tempo. Mas o que temos nesses momentos de Mateus e de Lucas é o que foi destilado dentro de Jesus, o Messias que foi instruído pelo Espírito Santo e que estava para entregar sua vida por nós.

E por que eu chamo de “intercessão”? Porque ele diz “Pai nosso” e, quando fala assim é porque “abraçou” a todos nós. Por muitos anos eu ouvi teólogos afirmarem que Jesus não fazia essa oração porque ele “não precisava pedir perdão por pecados”. Se pensarmos que essa era apenas uma oração pessoal de Jesus essa crítica procede. Mas devemos entender que essa era a sua intercessão junto ao Pai nos “abraçando”, assumindo os nossos pecados como se fosse os dele e, então, procede o que ele pede: “Pai, perdoa os nossos pecados”.

Eu também creio que ele não assumiu nossos pecados apenas no momento da cruz e, sim, na hora do seu batismo, porque este era pelo arrependimento de pecados. Mas Jesus não tinha pecados! E até João estranhou isso: “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” (Mt 3.14). Mas justamente porque seu batismo foi pelos NOSSOS pecados! No momento em que estávamos condenados à morte eterna, Jesus tomou sobre si os nossos pecados e iniquidades e nos resgatou do inferno (Is 53). Foi por isso que após o batismo ele foi impelido pelo Espírito ao deserto para encarar o Diabo (o pecado abriu a porta de acesso do Diabo às nossas vidas). Ou seja, a primeira coisa que Jesus fez após se identificar conosco foi enfrentar Satanás por nós!

Voltando ao que eu disse no início, o que essa oração tem a ver com avivamento? Eu explico! Logo em seguida, no mesmo momento do seu ensino sobre como orar, Jesus disse:

“Disse-lhes ainda Jesus: Qual dentre vós, tendo um amigo, e este for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, pois um meu amigo, chegando de viagem, procurou-me, e eu nada tenho que lhe oferecer. E o outro lhe responda lá de dentro, dizendo: Não me importunes; a porta já está fechada, e os meus filhos comigo também já estão deitados. Não posso levantar-me para tos dar; digo-vos que, se não se levantar para dar-lhos por ser seu amigo, todavia, o fará por causa da importunação e lhe dará tudo o de que tiver necessidade. Por isso, vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á.” (Lc 11.5-10)

            Jesus conta essa parábola relacionando-a com a oração do Pai nosso. Ele está dizendo que, com essa oração, devemos IMPORTUNAR O PAI até que Ele nos dê tudo o que precisamos! “Não importa a hora, não importa o que você está fazendo: importune o Pai com essa oração!” É A MESMA ORAÇÃO, está ligada à parábola! Porém, muitos a consideram uma oração apenas Católica, dizem que é uma “vã repetição” e a cortam de suas vidas. Isso aconteceu comigo, até que o Senhor me revelou a importância dela.

            Lembramos que pouco tempo antes Jesus havia repreendido os discípulos por não praticarem o que ele lhes tinha ensinado desde o início, mas que eles ainda não haviam entendido. Agora, no entanto, ele lhes explicou claramente: “Eu importuno o meu Pai com essa oração! Eu estou insistindo com Ele!” É minha convicção pessoal que Jesus, uma vez que soube que era o Messias por revelação do Espírito Santo (penso ter sido entre seus 15 a 18 anos), foi instruído pelo próprio Espírito a interceder por Israel e pelo mundo dessa maneira. E, quando começou o seu ministério, revelou às pessoas (Mateus 6) e depois aos seus discípulos (Lucas 11). Ou seja, era apenas algo que ele já fazia há muito tempo.

            Penso, inclusive, que foi por causa dessa sua oração que veio a revelação para João Batista, porque para receber tamanha revelação das Escrituras era necessário que João tivesse o Espírito operando em sua vida. Então Jesus pegou uma profecia do V.T. (Zc 12.10), entendeu que era a hora dela se cumprir e começou a interceder por isso. No secreto com o Pai, já sabendo que era o Messias e que em breve iria se manifestar ao mundo, começou a suplicar ao Pai. Ou seja, sua vida de intercessão particular começou muito antes da sua vida ministerial pública.

            É por isso que eu digo que não existe separação de tempo entre os versos 4 e 5 de Lucas 11, mas é uma continuação:

- Por isso, vos digo: Pedi... Pai nosso, que estais nos céus... e dar-se-vos-á!

- Buscai... Pai nosso, que estais nos céus... e achareis!

- Batei... Pai nosso, que estais nos céus... e abrir-se-vos-á!

- Pois todo o que pede recebe... Pai nosso, que estais nos céus...

- O que busca encontra... Pai nosso, que estais nos céus...

- E a quem bate, abrir-se-lhe-á... Pai nosso, que estais nos céus...

Estou ligando o texto ao contexto. Jesus está explicando como deveriam orar, porque eles mesmos perguntaram isso a ele, queriam saber. Então Jesus está revelando a importância de perseverar nessa oração. E ele continua:

“Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra? Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lc 11.11-13)

            Essa foi a oração que Jesus fez diante do Pai! Ele disse: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco” (Jo 14.16). Ele vincula a oração que ele ensinou (o Pai nosso) com a oração que ele faria em breve diante do Pai e Este, então, enviaria o Espírito Santo. Isso está muito claro nesse texto de João.

            Por que Jesus orou e ensinou seus discípulos a orar assim? Para que viesse o reino, para que eles pudessem cumprir a agenda de Jesus, para que viesse sobre eles o mesmo Espírito que estava sobre ele! Diante disso, eu entendo que quando Jesus subiu aos céus ele ficou diante do Pai nos representando e dizendo: “Pai nosso, que estais nos céus...” Só que agora ele não estava orando da Terra para o céu, mas nos representando diante do Pai. Ele foi até lá por nós!

Santificado seja o Teu nome” ou “faz o que for necessário para que o Teu nome seja santificado na Terra”. Eu entendo que a coisa mais importante para Jesus não foi apenas a questão da cruz e do perdão, mas ele fez tudo isso para que o Espírito que estava sobre ele pudesse habitar em nós, a fim de que déssemos continuidade ao seu ministério, à sua agenda. 

Se no seu coração você tiver fé e entendimento e se levantar toda manhã, chegar ao lugar em que você trabalha, começar a orar o Pai nosso, começar a agir como Jesus, abraçando as pessoas com quem trabalha, abraçando aqueles que irá atender, inclui-los nessa oração que Jesus ensinou, o Espírito de adoção, de graça e de súplicas vai começar a operar na vida dessas pessoas. “Pai nosso, seja santificado o Teu nome na vida das pessoas desse lugar!” Eu tenho certeza que Jesus estaria intercedendo assim se ele estivesse presente em carne na Terra!

Hoje, em qualquer lugar, entro no lugar secreto, eu e o Pai, e intercedo: “Pai nosso, que estais nos céus...”. Essa é uma afirmação que o Senhor está aqui presente conosco e não apenas distante, lá no céu. Portanto, “santificado seja o Teu nome”. Eu oro: “Pai, assim como o Senhor fez nos dias de Moisés, de Elias, de Jesus, faz o Teu nome santo aqui! Venha o Teu reino, envia os Teus anjos, traz a obra do Teu Espírito sobre todos nós para que o Teu nome seja santificado! Seja feita a Tua vontade e não a minha, Senhor!” Desta forma, estamos cobrindo literalmente um espaço temporal e geográfico como se Jesus estivesse presente (e de fato está). Nisso estamos exercendo nosso sacerdócio! Imagine o que aconteceria se todos os discípulos de Jesus nessa nação começassem a orar com essa fé, com esse entendimento de que estão aqui para continuar a vida intercessória de Jesus?

Deus tem colocado isso como uma missão no meu coração por uma razão: nós passamos os últimos 30 anos aprendendo sobre adoração e intercessão. Deus levantou muitos ministros de oração e ministérios de intercessão e, de repente, criou-se “os adoradores”, “os místicos”, “aqueles que têm revelações”! Assim, as coisas básicas do sacerdócio de todos os discípulos de Jesus se tornaram um “mistério” para nós. Não estou dizendo que Deus não faz mistérios, mas Ele fez tudo o que fez para edificar todo mundo no Seu sacerdócio. Então, ao invés de começar por algo que está tão distante de mim, quero começar por onde Jesus começou: “Pai nosso, que estais nos céus...”.

Precisamos nos tornar “doutores” na intercessão de Jesus pois, assim, o avivamento virá! Ele disse: “Se você orar como eu oro, eu vou para o Pai e vou rogar a Ele por vocês. E se vocês que são maus sabem dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o meu Pai celestial, quando Eu lhe pedir, dará o Espírito Santo a todos que Lhe pedirem!” Assim, eu submeto aos irmãos que essa oração é a oração de Jesus por um avivamento; que a resposta dessa oração que Jesus fez diante do Pai foi o derramamento do Espírito no dia de Pentecostes.

            Eu tenho uma forte imagem na minha mente: em todas as cidades, em todos os dias, os discípulos de Jesus, com fé e entendimento, em suas casas, reunidos em família, de forma simples, sem complicações, orando: “Senhor, venha o Teu reino, traz o Teu governo sobre fulano, sobre ciclano, sobre essa e aquela situação, sobre essa cidade, sobre a nossa nação...”. Foi isso que Jesus ensinou seus discípulos fazerem!

            No meu caso, eu precisava de uma orientação: “Como eu devo orar? Como devo interceder?” Isso porque eu não me via como um intercessor nos moldes que a igreja ensinava. O que eu tenho observado agora com essa prática é que o Espírito Santo Se envolve comigo e, quando chega em algo especial, Ele traz peso ao meu coração, traz choro, traz uma situação específica e acaba sendo Aquele que me ajuda a interceder (Romanos 8).

            Eu creio que a intenção do Senhor nesses dias é de avivar a intercessão de Jesus em nossos corações. Além disso, de nos capacitar como intercessores da forma mais simples e clara, como ele fez com seus discípulos. É para isso ele está nos chamando, mas é uma decisão que nós mesmos temos de tomar!

“Discípulos meus: Quem irá como intercessor para fazer essa oração como se fosse eu mesmo? Quem intercederá assim em sua casa, no prédio onde mora, nas ruas de sua cidade, pelas pessoas do seu trabalho e escola, pelas famílias do seu convívio? Quem vai orar assim, esperando por um derramar do Espírito? Porque eu disse que quem orar dessa forma o Pai enviará o Seu Espírito, não O reterá e dará tudo o que precisam! Quem irá? Quem se dispõe? Quem está ouvindo a voz do Espírito Santo?”

            Não sou eu quem está perguntando isso, quem está nos chamando a isso, mas o próprio Jesus! Ele nos chama pelo Espírito para continuar o seu ministério, a sua agenda aqui na Terra. Portanto, vamos fazer essa aliança com ele hoje, vamos corresponder ao seu chamado!

            Para Deus, cidades são como pessoas, elas têm uma voz. Então, quando o povo de Deus em uma cidade ou nação levanta sua voz como sacerdote é como se fosse a própria cidade ou nação clamando a Ele. Quando eu oro pela minha cidade o Senhor ouve a minha voz como se fosse a voz da cidade toda. Ele me dá, como sacerdote do Cordeiro, uma jurisdição municipal para orar.

            A oração do Pai nosso tem tudo a ver com as situações que estamos vivendo hoje como nação. Eu vejo a urgência com que o Espírito está falando conosco para que, como igreja no Brasil, levantemos nossa voz acreditando que, como sacerdotes do Cordeiro, como habitantes desta Terra, nossa voz subirá ao Santo dos Santos e entrará no mesmo lugar em que Jesus entrou e aonde ele agora também está orando assim. Portanto, há concordância no céu e na Terra quando oramos junto com ele.

Assim, todos os dias, em nossas casas, com nossos familiares, nos lugares em que trabalhamos e estudamos, nos ambientes que frequentamos, com fé, humildade e entendimento, em correspondência e obediência ao nosso sacerdócio, crendo no avivamento do Espírito, na implantação do reino de Deus, na volta do Messias, oramos:

 

“Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. Porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.”