Preparando para o avivamento

Atualizado: 8 de jul. de 2021


Avivamento é o derramamento do Espírito Santo em abundância. É uma manifestação da presença de Deus que faz com que as pessoas não consigam continuar vivendo normalmente. Se tivermos um avivamento em nosso meio, ninguém conseguirá fazer mais nada e os cultos ficarão incontroláveis – pessoas chorando, se convertendo, sendo curadas, indo para as ruas evangelizar, reuniões noite e dia sem parar etc. Foi assim em todos os avivamentos que ocorreram na história. É algo fantástico. Todos se prostram e Deus assume o controle da igreja!

Nós temos orado por isso há muitos anos e sentimos que os primeiros “pingos” desse avivamento já estão chegando. Coisas inéditas, que não eram possíveis antes, estão acontecendo em nosso meio. Mas ainda são apenas os primórdios – alguns pingos, alguns trovões, chove um pouco, para de novo etc. A Bíblia diz que antes da volta de Jesus haverá o maior avivamento da história da humanidade:

“E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão.” (At 2.17,18)

“Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar.” (Hb 2.14)

Isso é promessa de Deus, é algo que está sendo pregado e orado no mundo inteiro. Inúmeras pessoas estão pregando, orando e escrevendo livros e artigos sobre essa “cultura” de avivamento, sobre um bilhão de almas que se converterão. Haverá um mover do Espírito Santo na Terra como nunca visto, antes da volta de Cristo. No entanto, se estamos crendo e orando por isso, precisamos também nos preparar, pois, depois que vier, não dará mais tempo.

Deus falou com Noé: “Vou mandar um dilúvio sobre a Terra” e, nos 100 anos seguintes, ele preparou a Arca. “A chuva vem, então vou preparar a Arca!” Passou 50 anos e a chuva não veio. “Ótimo”, pensou Noé, “porque eu ainda não terminei a Arca!” Assim, se cremos para esse avivamento temos de nos preparar para ele. Se Deus ainda não o mandou é porque não estamos preparados. Então, enquanto oramos por isso, vamos também nos preparar rapidamente.

Se vamos construir um prédio muito alto, a primeira coisa que temos de fazer é cavar um buraco muito fundo. Se queremos ir para cima, primeiro temos de ir para baixo! Quanto mais alto o prédio, mais profundo deve ser o alicerce. Então, se Deus vai mandar um grande avivamento como nunca antes houve, o alicerce desse avivamento também deve ser mais profundo do que qualquer outro antes – e esse alicerce chama-se ARREPENDIMENTO, CONFISSÃO DE PECADOS, PURIFICAÇÃO DAS MOTIVAÇÕES, ORAÇÃO.

Enquanto Deus não nos usa, não ficamos orgulhosos. Mas, quando Ele começa a colocar poder em nossas mãos, tudo de ruim que existe dentro de nós se manifesta. Há um ditado que diz: “O poder corrompe. Muito poder corrompe muito. Poder absoluto corrompe absolutamente.” Imagine, então, quando Deus começar a derramar esse imenso poder que Ele tem prometido para os últimos dias! Se nós não estivermos santificados, arrependidos e purificados será algo terrível! “Grande é o Dia do Senhor e mui terrível! Quem o poderá suportar?” (Jl 2.11).

Quando Deus visitou o povo de Israel no deserto fazendo descer Sua glória sobre o Tabernáculo, que foi feito com tanto esmero e cuidado, com materiais, medidas e segundo o modelo perfeito que Ele havia mandado, havia muita glória, fogo e poder. No entanto, algo terrível aconteceu: aquele fogo de glória e benção se tornou um fogo assassino:

“Ora, Nadabe, e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário e, pondo neles fogo e sobre ele deitando incenso, ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que ele não lhes ordenara. Então saiu fogo de diante do Senhor, e os devorou; e morreram perante o Senhor.” (Lv 10.1,2)

Da mesma forma, após o Espírito Santo ter sido derramado poderosamente sobre a igreja em Pentecostes, algo terrível aconteceu: Ananias e Safira caíram mortos diante de todos (At 5.1-11). Avivamento não é para matar, mas mata! Hoje, não corremos perigo de ir às reuniões porque Deus não está “muito” presente. Mas, quando Ele estiver plenamente presente, ou as pessoas saem correndo, ou morrem, ou se prostram e são totalmente santificadas e transformadas. Alguma coisa vai acontecer! Isso chama-se TEMOR DO SENHOR. Esse temor nos santifica, queima toda hipocrisia, toda máscara, falsidade, pecado, motivação errada.

Devemos, então, orar para que esse avivamento futuro seja bom e não ruim, que traga benção e não maldição, vida e não morte. Mas sabemos que quando Deus Se aproxima Ele é “perigoso”! Não porque Ele seja mal, mas porque Ele é tão bom que mata! Ele é tão santo que qualquer coisa errada que se aproxima Dele queima na hora, mesmo sem Ele querer. A energia elétrica não é má, mas se não cuidar ela mata.

Lemos nos livros de Êxodo e Levítico como Deus coloca várias “camadas de segurança” para o povo de Israel: primeiro Moisés e Arão, depois os demais sacerdotes, depois os levitas e, finalmente, o povo. Ou seja, todos devem tomar muito cuidado, ninguém pode invadir o lugar do outro pois Deus é Santo! É bem melhor que Deus chegue rápido entre nós por meio de um avivamento do que vivermos aqui enganados, chegarmos no céu, vermos o Senhor face a face e constatarmos que estava tudo errado conosco. É melhor descobrir aqui, pois assim dá tempo de consertar.

A primeira coisa que acontece quando o avivamento vem é entusiasmo, euforia, sensacionalismo. O avivamento que virá em breve fará com que cegos vejam, paralíticos andem, cancerosos desenganados sejam curados, surdos ouçam. Mas haverá também pragas, secas, pestes, catástrofes naturais, líderes e governantes iníquos caindo mortos etc. Imagine um cego enxergando ou um paralítico de nascença andando! Será um sensacionalismo imenso, pois Deus estará fazendo milagres! Imagine, também, um poder disponível para efetuar juízos e castigos, assim como Pedro, Paulo e os outros discípulos faziam no início da igreja.

O poder é perigoso e, por isso, Deus não o dá para qualquer um, mas Ele prometeu dar para a igreja nos últimos dias. Nós vamos andar na face da Terra como Deus quer. Ele nos dará o poder para fazer cumprir a Sua Palavra. Mas a primeira coisa que acontece com isso é entusiasmo, euforia, leviandade, orgulho, soberba: “Nós somos os bons! Deus nos usa! Nós fazemos milagres!” Foi isso que matou Nadabe e Abiú: “Ah, somos filhos do sumo sacerdote! Podemos acender fogo estranho e nada nos acontecerá!”

Portanto, o primeiro alerta é: quando Deus começar a mover em nosso meio, não ouse fazer coisas da sua própria cabeça. Obedeça o Espírito Santo, tenha temor de Deus, não fique exaltando, idolatrando pessoas. Pessoas não são nada! Deus é tudo! Precisamos ter isso gravado em nossos corações: nenhum homem, mulher, jovem, criança, idoso é algo sem Deus! Precisamos aprender a proteger quem está começando a ter os dons, pois Deus irá distribuí-los entre todos e será algo fantástico, grandioso, maravilhoso. Haverá dons de curas, sinais, milagres, libertações, fé etc., mas não devemos dar lugar à euforia, ao sensacionalismo, ao orgulho, à exaltação própria, à soberba.

Jesus falava àqueles que ele curava: “Não conte para ninguém. Procure o sacerdote para confirmar sua cura!”. Devemos ficar sóbrios, sérios, não entusiasmados. Devemos dizer: “Obrigado, Senhor, manda mais! Mas nós não somos nada e iremos ficar com nossos rostos no pó enquanto o Senhor faz a Sua obra!”

Quando aconteceu aquela situação com os dois filhos de Arão, o próprio Moisés estava presente. Ora, será que ele não poderia tê-los impedido? Não, porque quando Deus chega ninguém consegue impedi-Lo! No avivamento da Rua Azuza, o pastor principal ficava com sua cabeça dentro de uma caixa de sapatos orando, chorando. Chegavam pessoas que queriam mandar na reunião e ele não falava nada, não fazia nada, não os impedia. E ninguém fazia nada. Mas havia tanta presença e poder de Deus que essas pessoas, quando começavam a falar, gaguejavam, caiam, se arrependiam, saiam de lá e levavam aquele fogo a outros lugares e países. Então, quando Deus entra em um lugar o fogo, a glória, o poder, a santidade são tremendos, poderosos, terríveis, perigosos. Por isso, tome cuidado! Obedeça o Espírito Santo, faça o que Ele mandar, não tema os homens, mas também não os exalte. Não aja pela sua própria cabeça, tenha temor de Deus!

A segunda coisa que acontece quando o avivamento vem é que o pecado escondido em nossas vidas, que escondemos há muito tempo, se manifesta, vem à luz. Sem a presença de Deus achamos que é algo normal, mas quando a presença de Deus se manifesta caímos em si: “Que coisa terrível!” Isaías, quando Deus Se manifestou a ele, disse: “Ai de mim! pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios” (Is 6.5). Ele se lembrou de tudo de errado que havia falado naqueles dias. Quando Deus chega, a santidade Dele começa a realçar os nossos pecados; o que achávamos normal passamos a achar terrível. Isso nos traz um peso tão grande que queremos desabafar logo. Quando João Batista pregava, as pessoas confessavam seus pecados em público. Em todos os avivamentos houve confissões de pecados.

Nos livros de Levíticos e Números, percebemos que o pecado não era brincadeira. Por exemplo: o sacerdote que levava o bode expiatório ao deserto para levar embora os pecados do povo, estava apenas obedecendo a Deus, servindo o povo; não estava fazendo nada de errado (Lv 16). No entanto, quando ele voltava não podia entrar no arraial. Deveria se lavar, se purificar para só depois entrar (v.26). Ele mesmo não havia pecado, mas apenas tocado no animal que carregava o pecado do povo. O outro, que havia queimado o novilho e o bode e que também não havia pecado, deveria fazer a mesma coisa (vs.27,28). Em Números 19, o sacerdote que tivesse tocado e queimado a ovelha vermelha, apesar de não ter pecado, também deveria se lavar e ficaria imundo até a tarde.

Preste muita atenção! Eu acredito que para Deus mover em nosso meio há muitos pecados em nós que devem ser tratados. Ainda não somos canais limpos para o Espírito Santo agir por nosso intermédio; há motivações erradas, coisas escondidas que às vezes nem sabemos. Essas coisas precisam vir à tona e ser confessadas, mas precisamos saber COMO confessar pecados, pois, se confessarmos de maneira errada, “suja mais do que melhora”, contamina pessoas que não têm nada a ver com o pecado, pessoas que não devem ser contaminadas.

O pecado deve ser tratado da mesma forma que um vírus. Ele é perigosíssimo e contaminante! Quem não tem, passa a ter se não se cuidar. A Bíblia diz que o sacerdote carregava a iniquidade do povo. Eu já vi pastores ficarem doentes de tanto ouvir e carregar pecados de membros das suas congregações. O pecado é perigoso, é do inferno e, se não tratado, causa estragos a muita gente.

Alguns crentes têm tanta vontade ou necessidade de descarregar o peso dos seus pecados que se abrem para qualquer pessoa e em qualquer ambiente. Isso é egoísmo espiritual, pois eles não se preocupam com os outros; querem apenas se aliviar do que estão sentindo e não pensam no mal que isso pode produzir nos que lhe ouvem. Precisamos, sim, confessar nossos pecados, pois isso é o início de um avivamento. Não uma confissão induzida, forçada, mas voluntária, produzida pelo Espírito Santo. A Bíblia diz que “se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1.7). Portanto, não tem coisa melhor do que confessar pecados, mas precisamos tomar cuidado em COMO fazê-lo. Zelar não somente por nós, que ficaremos aliviados, mas também pelas pessoas que nos ouvirão, para que não sejam contaminadas por esses pecados.

Algumas orientações sobre a confissão de pecados:

  1. a) Quando você for confessar algo em público, nunca confesse o pecado de outra pessoa, mas apenas o seu. Exemplo: “Irmãos, eu fiquei com muita raiva de fulano porque ele fez isso e aquilo comigo! Então, eu peço perdão por ter ficado com raiva dele!” Na verdade, você confessou mais os pecados dele do que o seu. Isso não é confissão, é fofoca! Confessar pecado é revelar somente o que você fez ou sentiu, e não o que os outros fizeram para você. É não envolver outras pessoas na sua confissão.

  2. b) Se você quer realmente consertar algo errado com outra pessoa, não faça isso em público, pois será apenas um “show”, uma demonstração de “espiritualidade ou humildade” pessoal. Faça o que Jesus diz: “Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, terás ganho teu irmão” (Mt 18.15). Se ele não quiser lhe perdoar, terá liberdade de dizer-lhe; no entanto, se ele estiver no meio da congregação, com todo mundo olhando, com certeza dirá que “sim” para não passar vergonha. Ele não lhe perdoará de coração, mas, sim, porque têm pessoas observando.

  3. c) Se você tem um pecado que precisa ser confessado, trazido à luz, não procure alguém menos maduro ou capacitado do que você para se abrir, pois a mente dele ficará suja, carregada e ele não conseguirá suportar esse peso. Procure alguém mais maduro e, então, confesse, ore, fique perdoado e vá embora em paz.

  4. d) Não confesse apenas para uma pessoa, para que não fique uma espécie de “conluio” entre ambos. Isso não purifica, mas se torna uma conivência, uma espécie de cumplicidade. Confessar pecado não é uma “camaradagem” entre duas pessoas, mas um ato santo, sagrado que traz purificação e perdão. Daí a importância de mais pessoas que lhe ouçam. E, depois disso, nunca mais o assunto deverá ser comentado por ninguém e com ninguém.

  5. e) Não confesse para estranhos, mesmo que seja um líder “famoso” ou alguém que está apenas visitando a igreja. Confesse para pessoas que conheçam sua vida, que lhe acompanharão e darão continuidade ou sequência ao processo de libertação.

  6. f) Quem ouve a confissão nunca deve contar para ninguém. É algo sagrado, na presença de Deus, pelo sangue de Jesus. E ponto final!

Se você começar a sentir essa necessidade de confissão, que é o primeiro sinal de avivamento em sua vida, tenha certeza de que isso vem do Senhor, de é um sinal de que Ele está trabalhando em você.

No ano de 1978 eu escrevi um livreto chamado “Arrependimento”. Lendo recentemente, fui muito impactado, pois reli coisas tremendas sobre esse assunto, tive muita percepção do que a falta de arrependimento causa em nossas vidas. Li que o poder de Deus, para usar alguém em profecias, curas, milagres, pregações etc., necessita encontrar nessa pessoa um vaso puro, santo, arrependido, cujas motivações, histórias do passado, pecados e brechas foram tratadas. Quando terminei esse primeiro livreto, que fazia parte de uma série para treinamento de obreiros, fiquei muito feliz e pensei: “Qual será o assunto do próximo livreto?” Foi de novo sobre arrependimento! Prédio alto, alicerce profundo! Deus quer cavar em nossas vidas!

Que Deus nos ajude a termos uma viva esperança desse avivamento que está chegando e que nos preparemos para que, quando começar a acontecer, não sejamos levianos, sensacionalistas, soberbos, mas sóbrios e vigilantes, protegendo, exortando e ajudando uns aos outros, perseverando em oração, humildade, confissão e santidade. Também, que saibamos tratar de forma sábia toda imundície que vier à tona em nossas vidas. De igual modo, amos tomar cuidado com comentários acerca de pessoas que não estão presentes em nossas conversas. Falar de pecados alheios é maledicência, uma coisa terrível e demoníaca.

Portanto, irmãos, oremos para que o Senhor nos prepare para o avivamento. Que os nossos lábios e pensamentos sejam purificados pela brasa viva do altar pois Deus deseja um povo puro. Ele não quer “astros” ou “super-homens”, mas uma igreja santa.

Na igreja de Atos havia duas coisas. Primeiro, uma abundante graça – um ambiente onde a presença do Espírito Santo transbordava e os irmãos viviam em alegria e amor, sem religiosidades ou julgamentos. Segundo, havia um profundo temor de Deus.

Deus está começando a derramar Sua graça sobre a igreja, mas Ele também vai derramar temor. Devemos orar para que essa graça e temor não nos abandonem, mas que só aumentem a cada dia em nossas vidas e em nosso meio. Que o Senhor nos ajude a tratarmos de maneira correta com todo pecado que porventura esteja em nós para não causar mais estragos e, sim, trazer as bênçãos Dele em nossas vidas e em nosso meio!

“Senhor, somos falhos, errados, pecadores, mas o Senhor quer nos usar. Tu queres usar pessoas fracas, defeituosas, mas purificadas com Teu fogo santo. Purifica os nossos corações de toda intenção errada, de toda crítica aos irmãos, de toda falta de perdão, de toda amargura, de toda ambição. Tire de nós essas coisas para que Tu possas derramar um poder tremendo em nosso meio. Senhor, queremos ser uma benção nessa cidade. Não queremos ser orgulhosos, vaidosos, melhores do que outros, mas quebrantados, santos, humildes. Tem misericórdia de nós e nos prepare para essa chuva, para esse fogo que está chegando. Nos ajude a não sermos obstáculos, pedras de tropeço ao Teu mover, mas pessoas que vão conduzir Tua graça a outras pessoas. Trate com o nosso interior, com as nossas motivações erradas, com as coisas pecaminosas que nem sabemos que existem. Queremos o Teu fogo santo queimando em nossas vidas. Não queremos aparecer, ser famosos, contaminar a Tua glória, mas queremos que o Senhor aja em nós e através de nós com toda liberdade, unção e santidade. Te suplicamos isso e Te agradecemos. Em nome de Jesus, amém!”

Transcrição e Edição: Luiz Roberto Cascaldi

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